Diretoria da ABRALE envia carta ao secretário da SEMTEC/MEC, posicionando-se a respeito dos critérios para avaliação dos livros-texto para o Ensino Médio São Paulo, 11 de setembro de 2003 Ilmo.
Sr. Antônio Ibañez Ruiz Prezado senhor: Atendendo ao seu convite, a ABRALE enviou a Brasília, no dia 01/09/2003, três de seus dirigentes, uma vez que estavam em pauta os critérios para avaliação de livros-texto destinados ao Ensino Médio, assunto de grande interesse de nossos associados. Após oito anos de lutas contra procedimentos equivocados da SEF, no que diz respeito à avaliação de livros para o Ensino Fundamental, esperávamos poder iniciar discussões de modo a evitar que no Ensino Médio ocorressem os mesmos percalços. Levamos e entregamos à Profª. Rose Pavan o documento Para formar um país de leitores, por nós elaborado em conjunto com a ABRELIVROS. O mesmo já havia sido entregue à equipe de transição, à SEF e ao Ministro da Educação, Prof. Cristóvam Buarque. Por consenso dos signatários, tal documento contém críticas e sugestões à avaliação dos livros de Ensino Fundamental. O desenrolar do seminário, no entanto, frustrou nossas expectativas por várias razões: 1. Só tomamos conhecimento de que havia uma “proposta” de critérios elaborada pela SEMTEC à entrada da reunião. Sobre esse documento, dentro de poucos dias, deveríamos opinar e sugerir mudanças “que não alterassem sua essência”.
2. A pressa, com que se pretende implantar um sistema de avaliação,
impede que se discutam propostas mais fecundas para o Ensino Médio,
tais como: Diante desses fatos, a ABRALE, no processo de avaliação dos livros-texto, considera-se como um interlocutor não importante da SEMTEC, pois, bem como os demais convidados, não obteve espaço ou tempo hábil indispensável para “definir os princípios e critérios para a avaliação pedagógica do livro para o Ensino Médio”, segundo o que foi divulgado pela SEMTEC no site do MEC. Tampouco teve suas críticas e sugestões, anteriormente comunicadas, levadas em conta. Assim sendo, quer deixar claro que não se considera uma entidade participante da elaboração e aprovação desses critérios, conforme o comunicado no site do MEC. Ao contrário, a ABRALE não se considera ouvida em nenhuma de suas ponderações sobre essa grave questão, motivo pelo qual propõe que essa política seja revista. Atenciosamente,
A diretoria
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