Piratas
à vista O projeto aprovado pelo Congresso e que espera sanção presidencial, tentando impedir a pirataria industrial e autoral de artistas e escritores, continua sendo criticado por diversos segmentos das classes interessadas. Não há dúvida de que o projeto teve boas intenções, mas tecnicamente foi mal elaborado e pessimamente conduzido. Não foram ouvidos os produtores, distribuidores, intérpretes, autores, editores. Resultou de uma queixa óbvia, que já pertence ao conhecimento geral. Mas as soluções apresentadas, numeração e assinatura personalizada dos discos, vídeos, livros etc., esbarram num artesanato que não pode ser levado a sério na escala profissional que a produção artística e cultural já atingiu. Pessoalmente, só entendo um pouco do livro, cujo problema é complexo e bastante distinto dos cds e vídeos. Obrigar o autor a numerar e rubricar cada exemplar de sua obra é tarefa industrialmente absurda. É um complicador a mais na já problemática relação editor-autor-distribuidor. Encarece o produto e não chega a ser uma garantia segura de que a pirataria será evitada. Não me atrevo a apresentar nenhuma solução para o problema, mas acredito que o assunto, debatido pelos interessados, e com o apoio dos legisladores, poderá ser resolvido de forma tecnicamente viável e economicamente satisfatória para todos os interessados. Há irregularidades, é certo, e algumas aberrantes. Mas há também uma dose de superavaliação do valor comercial que autores e intérpretes costumam dar às suas produções. Pirataria
é com eles
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